Aquarela Carioca

Nascido há 24 anos no Rio de Janeiro, o Aquarela Carioca é considerado pela crítica especializada como “um dos mais importantes aparecimentos no cenário musical brasileiro dos últimos anos”, devido à originalidade de seus arranjos e ao vigor de sua performance. Em seu repertório, misturam composições próprias a Villa-Lobos, Led Zeppelin, Piazzolla, Caetano Veloso e temas folclóricos. Tendo sempre realizado as mais inusitadas combinações de timbres (pandeiro, violoncelo, guitarras, sintetizadores, sopros e sonoplastias), o grupo é formado por Mário Sève (sax soprano, sax alto e flautim), Paulo Muylaert (guitarra e flauta), Lui Coimbra (cello e violão), Paulo Brandão (baixo) e Marcos Suzano (pandeiro e percussão).

Em 1989, o Aquarela Carioca produziu e lançou seu primeiro álbum, trazendo o próprio nome como título . Um sucesso surpreendente de crítica e público proporcionou ao quinteto apresentação no V Free Jazz Festival e indicação para o Prêmio Sharp de Música. Também em 1989, foi considerado “Revelação Instrumental do Ano”, pela Folha de São Paulo, e encabeçou a lista dos 10 melhores discos estrangeiros, publicada pela revista norte-americana BEAT.

Em 1991, o grupo voltou aos estúdios para gravar “Contos”, um profundo mergulho em sua concepção musical. Mais uma vez, a opinião da crítica foi unânime ao apontar o Aquarela Carioca como uma das mais inovadoras bandas brasileiras, indicando seu trabalho também para o Prêmio Sharp de Música. “. No repertório, canções de Led Zeppelin a Villa Lobos. Em 1993, Ney Matogrosso e o Aquarela Carioca lançaram “As Aparências Enganam”, considerado pela crítica o mais brilhante álbum da carreira do cantor. O disco correspondeao roteiro do show que os artistas apresentaram durante quase 3 anos por todo o Brasil, Nova York e Europa, com enorme sucesso de público. Foi considerado pela Billboard Magazine com o “Melhor Show de Música Latina de 1993”. Em 1995 o grupo produziu seu terceiro álbum solo – “Idioma” – lançado em 1996. Comparte das gravações realizadas em Nova York, contou com a participação de Steve Turre, Alceu Valença e Pedro Luís. Mais uma vez bem acolhido pela crítica, recebeu outra indicação para o Prêmio Sharp de Música. Entre as músicas deste disco, composições de Beatles e R. Irving III. Em 1997, gravou a música “A.B.Surdo” no álbum VIVANOEL, de Ivan Lins.

Em 2002, lançou o CD “Volta ao Mundo”, gravação ao vivo de seu novo show. Neste espetáculo, além de apresentar novíssimas composições, como “Dobrado” (Sève e Muylaert) – feita para comemorar a volta do grupo – “Cordas Soltas” (Sève) e “Meu Amor Incrível” (Malaguti), o Aquarela Carioca fez uma releitura de seus maiores sucessos gravados nos três discos solos anteriores. A temporada de lançamento do novo CD contou com as participações de Ney Matogrosso, Lenine, Baticum e Nó em Pingo D’Água, entre outros. Apresentou-se, posteriormente, com a cantora Zizi Possi em São Paulo. Em 2008, com o apoio do Programa Petrobrás Cultural, o Aquarela Carioca lança seu novo CD, “MUNDO DA RUA” retomando sua consagrada formação original com Marcos Suzano (pandeiro e percussão), Lui Coimbra (cello), Mário Sève (sax e flauta), Paulo Brandão (baixo) e Paulo Muylaert (violão e guitarra).

Em 2015 o AQUARELA CARIOCA fará uma série de apresentações como preparação para gravar seu primeiro DVD ao vivo. No roteiro uma seleção das melhores músicas de todos seus cds em um show contagiante e é com este repertório que o Aquarela Carioca se apresentará WORLD MUSIC PANAMA . Os “hits” do grupo como as versões de “ Kashimir” (Led Zeppelin) o mix “Top Ten/Baby” do jamaicano Gregory Isacs e Caetano Veloso tem seu lugar garantido no set list e convivem com composições próprias e outros já classicos do grupo como “ Deus Xangô “ de Astor Piazzolla e o irresistivel swing de “ Afrikan Market Place “ do sul-africano Abdulah Ibrahim. Uma Aquarela colorida e extremamente carioca. Imperdível.